Conforme Inesita Araújo, “a categoria que está no cerne do conceito de polifonia é a alteridade, a figura do Outro, que é constitutiva do sujeito. Bakhtin propôs o termo dialogismo para dar conta dessa relação, em que o Eu só se constitui pela existência do Outro, em diálogo com o Outro. Para ele: ou se é dialógico, ou não se é”. Assim, Bakhtin descortina as vozes que compõem as “afirmações”, os enunciados ou textos ou discursos. Os vários sujeitos falando, conferindo a historicidade ontológica da relação dialética fala/língua. Esta historicidade é contemplada no termo intertextualidade, proposto por Kristeva em 1966, que equivale a heterogeneidade enunciativa ou polifonia. Fairclough considera a intertextualidade como um dos aspectos fundamentais da análise do discurso enquanto “prática discursiva”.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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